| Um dos maiores patrimônios da cidade é o Museu do Escravo criado pelo
Padre José Luciano Jacques Penido, natural de Belo Vale. |
| Instituição
única no país, se constitui num dos mais importantes e completos acervos culturais, com
peças referentes a escravatura. |
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O museu foi criado em Congonhas do Campo, nas dependências da Basílica do
Senhor Bom Jesus. Em 1977, foi transferido para a Fazenda Boa Esperança, em Belo Vale, e
oficializado através da Lei Municipal nº 504/75 de 10 de abril de 1988. Em 13 de maio do
mesmo ano, primeiro centenário da abolição, foi inaugurado o prédio atual em estilo
colonial, projetado por Paulo Bojanic.
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| Está
situado à Rua Dr. Vítor de Freitas, s/n e fica aberto durante toda a semana, recebendo
seus visitantes, que curiosamente, em maior número são de turistas estrangeiros. |
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| O
MUSEU |
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| Composto
de seis salas. Ao fundo possui um amplo pátio, ladeado pela senzala e ao centro um
pelourinho. |
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| Na
senzala, estão expostas grande parte das indumentárias do filme Quilombo dos Palmares,
cedidas por Cacá Diégues, inclusive um canhão que os escravos chamavam
"Urutu". |
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| O Museu conserva mais de 3.500 peças em seu interior que dão uma idéia do
que devia ser a vida dos moradores das senzalas nos idos dos séculos XVIII e XIX. |
| Possui
instrumentos de tortura, como um tronco onde os escravos eram presos, algumas vezes pelos
pulsos, nus lambuzados de óleo para que as formigas completassem o castigo; mordaça;
chibambo; calceta de bola; gargantilhas de ferro; tamancos imensos e pesados para impedir
fugas e dificultar a caminhada e muitas outras coisas, no mínimo curiosas. |
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| Peças que representam o rosto de escravos com o pescoço preso por correntes
e argolas de ferro, têm uma parte da cabeça que pode ser removida, deixando o interior
vazio. Era ali que os escravos guardavam ouro cobrindo depois com a parte retirada, e
assim escapavam dos senhores e dos fiscais da Coroa Portuguesa, carregando as caras pelas
procissões como se fossem santos. Daí a expressão "santo do pau oco". |
| Os objetos indígenas, como cocares, bordunas e flechas existentes no Museu,
explica-se pelo fato de que tanto quanto os negros, os índios também foram escravizados. |
| Entre
instrumentos de repressão aos negros, imagens sacras e oratórios do século XVIII,
destacam-se aparelhos de jantar de porcelana, obviamente usados pelos senhores; uma
liteira que foi usada por Dom Silvério Gomes Pimenta, o primeiro arcebispo de Mariana;
uma urna funerária provavelmente utilizada pelo Barão de Catas Altas para guardar os
ossos de sua mulher; |
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| um
curioso "banco", onde as mucamas faziam cafuné nas sinhazinhas; o selo com que
a princesa Izabel assinou a Lei Áurea; a edição do jornal da abolição e a carta do
sumo pontífice Paulo VI, congratulando-se com a criação do museu. |
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| O acervo que se encontra aí, em maior parte, é da própria região e marca
um dos fatos de maior importância para a história de nossa terra. A Cultura Negra,
importantíssimo marco da civilização brasileira e a memória da escravidão no Brasil,
repousam definitivamente no Museu do Escravo. |
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Para maiores informações sobre o Museu do Escravo consulte o site:
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