Hino de Belo Vale

Salve Belo Vale de bonanças,
Salve, Salve terra dos amores.
Da mocidade, Fé e Esperanças.
Passado cheio de honras e valores.

Céu apoteótico iluminado,
Esplêndido de estrelas e de sol.
Chão magnífico, idolatrado.
Perene beleza do arrebol.

Montanhas claras ou nebulosas,
Tesouros de opulentas riquezas,
M
etálicas, rudes, majestosas,
Plenas de poesia e de beleza.

Estribilho
Belo Vale eterno de ideais
Intocável e varonil
Alma pura de Minas Gerais
Fiel retrato do Brasil


Nos vergéis de lindos laranjais,
Divina sinfonia lá dos céus,
Altivo ao infinito salmodiáis
As maravilhas das obras de Deus.

Parahypeba dos bandeirantes,
Das épicas canções dos tropeiros,
Dos aboios, dos mitos berrantes
E dos imbatíveis pioneiros.

No mais amado vale do mundo
Nas lonjuras, saudades e dores
E no soluço amargo e profundo
Todos voltam, terra dos amores.

Estribilho
Belo Vale eterno de ideais
Intocável e varonil
Alma pura de Minas Gerais
Fiel retrato do Brasil

Música: Padre Absalão Martinho Coelho
Letra: Antônio Pinto Ribeiro Júnior

G l o s s á r i o :
Bonanças - sossego;
Apoteótica - glorioso;
Arrebol - cor, afogueada do amor ou do sol - posto;
Opulentas - abundantes;
Varonil - valoroso;
Vergéis - pomares;
Salmodiáis - maneira de declamar;
Aboios - canto melancólico com que os vaqueiros tocam a boiada.

Texto enviado por Rogério Carvalho de Castro - Engenheiro Agrônomo - Servidor Público Federal (INCRA)