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Loja Arte do Vale:
Beleza, história, artesanato, fotografia e muito mais...
  • Peças tecidas no tear que embelezam qualquer tipo de ambiente, do mais rústico ao mais sofisticado.

  • Doces e licores caseiros, camisetas, bonés, pratarias, mensageiros do vento, pinturas e esculturas, velas artesanais, panelas de pedra, além de variado material fotográfico.

Av. Tancredo Neves, 120  - Belo Vale - MG
Telefone: (31) 3734-1718  /  3734-1128

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LELECO

Perguntar em Belo Vale pelo Manoel Messias de Almeida, pouca gente vai saber. Somente, talvez, os seus parentes mais próximos. Entretanto, pelo Leleco, o mestre em artesanato de bambu, qualquer belovalense vai responder. Antes das dez horas, ele pode ser encontrado na sua casinha lá no João Dantas. Entre dez e onze, andando a pé, descalço, bem na beiradinha do asfalto, a caminho do armazém do Geraldo da Maria. Depois de uns dois ou três - ou - ou quatro, ou mais - goles da tradicional cachacinha e uma "cochiladinha" na calçada, toma o caminho de volta para casa. Nesta hora, numa viagem mais longa. O caminho é o mesmo. Apenas, com um pouquinho mais de "curvas".

Nunca se soube de qualquer confusão que tenha aprontado.

A arte em trabalho com bambu, herdou de seu Pai (Sô Juca da Laje). No princípio, fazendo balaios. De qualquer tamanho ou modelo. Há mais de 40 anos, quando começou, os balaios eram importantes. Qualquer casa tinha balaios. Pelo menos, um.

As encomendas chegavam aos montes. Mesmo com muitos outros colegas na profissão, dava para se viver tranquilamente. Foi quando os belos trabalhos do nosso Leleco "correram o mundo".



Com o passar do tempo, o "balaieiro" Leleco virou o artesão Leleco, o artista Leleco. As peças, embora em menor quantidade, se multiplicaram em modelos.

Ainda hoje, com sua faquinha amolada, o nosso artista, mesmo com os seus mais de 60 anos, consegue dar o seu "recado". Além dos tradicionais "balaios de colher milho", é capaz de construir qualquer objeto com as talas do bambu. Basta, apenas, que lhe apresentemos um desenho. Um bom exemplo são os canecos - ou copos - de bambu entrelaçado, que nos permitem beber água sem entornar uma gota.

 

Leleco faleceu aos 70 anos, atropelado, na volta para casa, na tarde da sexta-feira Santa do ano de 2003.

Manoel Míssias de Almeida
04/07/32
U 18/04/03

Dejore / Deli - fevereiro /2003