Em qualquer cidade onde se vá por estas nossas gerais, sempre se
encontra algo diferente. Simples, humilde, silencioso, quieto, mas cativante como todo
mineirinho do interior.
E Belo Vale não poderia ficar de fora neste particular.
Aqui, bem no centro da cidade, pertinho da Matriz de São Gonçalo, existe um barzinho.
Fica aberto nas noites de sexta e de sábado (conforme as festas, no domingo também) até
lá pelas 2 da madrugada, ou acabar a massa de pastel. Sua localização, em termos
comerciais, não poderia ser pior. Construído nos fundos de um terreno, dá frente para o
leito da ferrovia que corta a cidade. Das três opções de acesso, a
"melhorzinha" é passando pelos trilhos (uns 150m), no escuro, a partir da
"travessia". Quando chove, fica quase impossível passar.
Lá dentro, entretanto, há recompensa pela "aventura". As mesas e poucos bancos
são de madeira tosca, peças de carro de boi, porteiras antigas, esteiras de bambu, etc.
Os artigos, só dois: Pastel e Pinga. O pastel, preparado e frito na hora, após o
pedido, pode ser de queijo ou de carne (de bacalhau, só na Semana Santa). As pingas,
todas da roça. As puras e as curtidas com frutas, (laranja, abacaxi, jabuticaba, pitanga,
amora, etc). Tudo de dar água na boca.
O preço? Meia dúzia de pastéis quentinhos e duas doses de batida (copo cheio) - ideal para
duas pessoas - não passa de R$ 3,20 (U$1).
Vale a pena conhecer. Qualquer pessoa ensina onde fica o PP ou Bar do Cunha.
Contato: (31) 9213-2151 |